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1 Mulher

até para nascer temos que dar a volta

1 Mulher

até para nascer temos que dar a volta

não deixes de te @mar

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mesmo que não receba o mesmo que dou, é-me difícil dar menos, ser menos atenciosa, menos afetuosa, menos eu, ainda que saiba que em tudo na vida tem de haver um equilíbrio, para dar também tenho que receber, e a realidade é que ao longo da vida, e não querendo fazer-me de vítima obviamente, eu dou sempre muito mais... não receber não me cria frustração, porque essa é a realidade que eu sempre conheci, mas é uma realidade virada do avesso... tenho que aprender a dar, quando recebo em igual proporção... só cá para nós, já era tempo de receber um pouco do que tenho dado ao longo da vida, nas várias áreas da minha vida claro, era mais do que justo.

eu sei que só controlo o que depende de mim, o que não depende não me posso responsabilizar por isso.

faço sempre a minha parte, dou sem esperar receber (mentiria se dissesse que não espero de todo, claro que sim, mas não exijo) agora, se sinto que estou num lugar "que não é o meu" tenho que ser forte e ter a capacidade de ir embora, não digo cortar de vez, porque isso não é a minha natureza, mas talvez dar algo diferente de mim.

nunca deixei de @mar alguém porque essa pessoa não me correspondia, mas sei que não me posso abandonar por isso, desgastar-me, porque para o outro a vida continua (não digo que esqueça tudo imediatamente, mas estou certa que será um pouco diferente), quem fica com o sentimento, tem as malas todas cheias de cuecas para arrumar e já não tem espaço onde as colocar, porque a vida foi-se encarregando de encher as gavetas todas até deitar por fora... a vontade que tenho? abrir a janela e deitar fora todas as peças que já não me servem, e deixar espaço para entrar ar... mas também, "deitar fora" era privar-me de muito crescimento.

a irmã do coração

é muito verdade, que os amigos são a família que escolhemos, e que muitas vezes são muito mais próximos de nós, do que os laços de sangue.

conheci a minha irmã do coração no antigo 1º ano do ciclo preparatório, e ao longo da vida fomos tendo a sorte de ficar na mesma turma e de nos irmos aproximando... não vou dizer que foi uma amizade imediata, foi sim uma amizade construída, pelas partilhas que a vida nos foi dando... hoje sinto-a como alguém da família, ela, o marido e filha, e os seus pais, tenho um afeto imenso por todos (e sei que também têm por mim)... confesso que tenho poucos amigos como ela, mas os que tenho são mais do que suficientes.

é aquela amiga, que mesmo por mensagem sabe "ler-me" e facilmente percebe se há um problema, e mesmo com o seu pouco tempo, tem sempre um pouco para mim, como eu tenho para ela... muitas vezes somos a psicóloga uma da outra, no bom sentido claro... é alguém em quem eu confio de forma incondicional.

@mar pelo outro

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créditos

quando @mamos alguém e não somos correspondidos, passamos sempre por várias fases... primeiro o encantamento e a esperança com muita convição, de que o outro perceba quem tem à frente (achamos sempre que somos "a pessoa"), depois aos poucos, vamos caindo na realidade e vemos que se calhar não é bem assim... vamos ficando pequeninos do tamanho de uma formiga, e a dado momento o nosso @mor-próprio qual bicho-carpinteiro instala-se na nossa cabeça, e anda connosco para todo o lado... já viste que, tem atenção, reparaste... leva-nos à exaustão e manda-nos embora, não porque tenhamos vontade, mas porque não há outro caminho... o outro por vezes sem pedir para que isso aconteça, fá-lo inconscientemente, porque não retribui a nossa entrega, nem tem que o fazer naturalmente, porque "nestas coisas" do coração ou é ou não é... o meu @mor-próprio é um bicho-carpinteiro que me mói o juízo, e que até hoje me tem ajudado a tomar as melhores decisões, não sendo por vezes as mais fáceis.

é frustrante para quem @ma, deixar alguém que se quer tanto, mas a realidade é que não podemos @mar pelo outro.