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1 Mulher

até para nascer temos que dar a volta

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a ver - Um Segredo de Família

Autor, entre outros, do negro “Abutres” (2010) ou do tremendo “O Clã” (2015), o argentino Pablo Trapero volta a explorar neste filme um dos seus temas favoritos, o da célula familiar enquanto miniatura da sociedade humana e das relações, paixões, traições e conflitos entre os seus membros. Por doença do pai, Eugenia (Bérénice Bejo), volta de Paris, onde vive com o marido, à luxuosa propriedade familiar, reencontrando a irmã solteira, Mia (Martina Gusman) e a tirânica mãe, Esmeralda (a magnífica veterana Graciela Borges, que vimos em “O Pântano”, de Lucrecia Martel). Trapero instala um clima crescentemente tenso, incómodo e intrigante, alimentado pelas ligações sexuais promíscuas e adúlteras das duas irmãs com os homens próximos delas, verdadeiros piões das nicas nas suas mãos, embora “Um Segredo de Família” acabe por ter uma dimensão demasiado telenovelesca. E as revelações finais das cumplicidades entre os membros mais velhos da família com a ditadura militar argentina parecem existir menos para resolver o enredo, do que para introduzir uma referência à mesma no filme e desta forma pôr-lhe uma mochila política como que por obrigação “militante”.

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