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1 Mulher

até para nascer temos que dar a volta

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19.Set.18

alienação parental

Partilho convosco a minha experiência negativa (em linhas gerais porque foi uma fase muito dificil da minha vida), com o pai da minha filha. 

 

Desde o primeiro dia da separação, tentei sempre fazer uma gestão cuidada da situação, porque acima de tudo, e por tudo, o mais importante no meio da trapalhada que eu e o pai criámos, era a felicidade da minha filha....incentivava a menina a estar com o pai, e em momento algum fazia comentários depreciativos em relação a ele, o meu entendimento era somente um, ela vai crescer e ver com os seus olhos sem eu lhe estar a dizer... do outro lado, ia-me apercebendo aqui e ali que a "coisa" não era bem assim, mas eu fui gerindo porque ela era demasiado pequena para entender tanta trapalhice.. fomos gerindo, fui gerindo da melhor forma, engolindo sapos quando o que me apetecia era dar um murro na mesa, mas por ela assim foi (um desgaste imenso para mim).. a dada altura tive que recorrer a um psicólogo, porque o comportamento da menina andava muito "estranho"... mas hoje está tudo bem..

 

Do outro lado, houve sempre a tentativa de rutura dos laços afetivos da menina comigo, mesmo sabendo que eu era a figura de referência, tal não aconteceu, ela cresceu, sei que sofreu com a situação, no fundo sofremos as duas porque uma separação não é fácil, e hoje digo de coração tranquilo, se ás vezes a minha filha não quer ver ou estar com o pai, não é porque eu lhe tenha dito alguma coisa, mas simplesmente porque ele criou todas as condições para a situação... hoje, aqui e ali, é ela que me pergunta coisas, às quais eu respondo sem grande pormenor, porque entendo que há coisas que não vale a pena... o que passou fica lá atrás.