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1 Mulher

até para nascer temos que dar a volta

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até para nascer temos que dar a volta

aprende a dizer não

quando tive a minha primeira casa, era muito jovem e a imaturidade própria da idade, fez com que eu metesse na cabeça que tinha de chegar a todo o lado (ainda que tivesse ajuda) e conseguir fazer tudo e tudo, para que em casa e na família estivesse tudo bem, e perfeito… o resultado era o cansaço e a quase inexistência de mim como pessoa (porque o tempo que sobrava era pouco)… este nível de exigência não me foi imposta, fui eu que assim quis, por receio de algo correr mal… senti-me sempre realizada neste registo… aos poucos fui percebendo que a família estaria feliz, mesmo que eu não me esgotasse… e aos poucos fui soltando, e correu tudo bem na mesma… no período da vida em que estive sozinha, imbuí-me de loucura, e cometi o mesmo erro de novo… trouxe tudo a mim.. mas se numa fase isso foi necessário, depois as circunstâncias da vida mostraram-me que o melhor e mais saudável para mim era ir soltando, e se num dia as cuecas não forem arrumadas, está tudo bem, se no outro não aspirar ou passar a ferro, está tudo maravilhoso… das coisas que mais gosto de fazer, é mesmo tendo coisas para fazer (porque temos sempre) é fechar a porta e sair o dia todo… e as coisas fazem-se noutra altura, e está tudo bem… foi a Vida que me ensinou a dizer não, na área pessoal, e profissional também claro, porque não sou a super-mulher, e é mais que certo que para chegar a todo o lado deixo de existir, e não quero que isso aconteça… sou muito importante para deixar de existir… colocar limites é um direito que temos, e se dissermos que não, não quer dizer que não queremos saber, de todo, significa que nos estamos a priorizar.

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