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1 Mulher

até para nascer temos que dar a volta

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até para nascer temos que dar a volta

eu sou assediada

já tive oportunidade de aqui falar sobre isto, porque é algo que me incomoda muitíssimo… conheço e trabalho com um cavalheiro há muitos anos, sempre com o máximo respeito, como se costuma dizer “não parte um prato”, achava eu… a primeira abordagem deixou-me em choque e sem capacidade de reação, pelo tipo de discurso, e pela forma direta com que me aliciou, completamente desprezível… tive que adotar estratégias, e tento gerir a situação da melhor forma que consigo… não há reuniões a dois à porta fechada, e as mensagens com determinadas caraterísticas não têm resposta, porque o entendimento do outro lado, é ficar mais entusiasmado para me incomodar, por isso silêncio e desprezo.

as primeiras reuniões de trabalho, foram muito difíceis, pois tinha o desplante de se sentar à minha frente e olhar-me de uma forma que me dava asco, depois ao meu jeito pensei que somos do mesmo tamanho, ainda que o senhor seja muito mais encorpado, eu não lhe baixaria a cabeça nunca... aprendi a conviver com "isto", manter o meu registo, e mesmo a rebentar por dentro nunca lhe demonstrei medo.

porque não denunciei? ainda que tenha provas escritas, sei muito bem que eu sou a parte mais fraca, e era logo levantada a questão de que a culpa era minha, que eu tinha incentivado... como se prova que não o fiz? não sei, muito menos com esta pessoa, que tem uma posição que lhe permite prejudicar-me… poderia mudar de instituição? sim, mas nesta fase da minha vida é extremamente difícil, e gosto muito do que faço e da equipa com quem trabalho… se a situação “passar a fronteira”, algo que eu espero nunca experienciar, terei que “meter pés ao caminho” e ir fazer uma exposição ao responsável máximo, com todos os riscos que daí advêm, mas até lá tenho que gerir… é fácil? não, muito difícil.

gosto de passar despercebida, e tenho extremo cuidado como me apresento, uma vez que os meus colegas são maioritariamente homens, ainda assim, tenho noção que ainda que não seja uma estampa, é dificil passar despercebida pois tenho uma altura acima da média.

fiquei atenta a muitos dos comportamentos que me rodeiam, e posso concluir que esta situação, é mais comum do que eu poderia imaginar, e que muito provavelmente o dito cavalheiro terá este tipo de abordagem, aqui e ali, e terá frutos... o que acho, mas isso sou eu, é que lhe falta alguma inteligência, porque conhecendo-me sabia de antemão que jamais jamais.

isto leva-me a outra questão, se as pessoas não estão felizes no casamento, porque não se separam e não adotam outro estilo de vida?

#eufuiassediada

3 comentários

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    Anónimo 07.05.2021 12:34

    A autora poderá ter razão mas o mundo está longe de ser perfeito e muitos só vêem o que lhes interessa ver de acordo com os seus interesses. Temos de distinguir palavras de actos concretos e alguns são muito sensíveis.

    Também o que acontece a nós é "sempre grave", o que acontece aos outros é normal.

    Certamente que neste país acontecem coisas bem piores, mas algumas dessas são abafadas para iludir as pessoas. Depois para alguns o grande problema passa a ser umas palavras ou uns olhares. Alguns trocavam essas palavras e esses olhares por outras situações bem piores.

    Vou ficar à espera para ver se interessa a alguém ver isto que eu escrevi.
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    cheia 07.05.2021 16:01

    Cada caso é um caso, por isso, é importante que nos respeitemos. Lá por acontecerem coisas piores, não temos o direito de importunar quem não quer ser importunado. Para debatermos os problemas, não nos devemos esconder atrás do anonimato.
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