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1 Mulher

até para nascer temos que dar a volta

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até para nascer temos que dar a volta

o meu Alentejo

quando era criança, as minhas idas ao Alentejo eram regulares, mais tarde, e já na minha adolescência, a velhice dos avós trouxe-os para mais perto, para a nossa casa para passarem temporadas, pois começaram a precisar de um cuidado diferente… o Alentejo, é e será sempre a minha casa… é o entardecer, sentada no poial em frente ao monte... é o cheiro a pão, acabadinho de sair do forno... são as inúmeras histórias, que o avô me contava à lareira… é o tempo, sem tempo que corria devagar, e que era tão bom... sinto falta, tanta tanta falta…

tenho naquela vila um pouco de mim, e ainda tenho raízes por lá, mas o meu tempo agora está um pouco mais acelerado, e quando este meu tempo se cruza com aquele meu Alentejo, aquele local, se por um lado me sinto muito bem por regressar, por outro trago sempre uma saudade ainda maior do que a que “carrego” todos os dias… e custa imenso, porque sei que tudo que sou está ali, vai estar sempre ali.

não há outro “lugar” como o meu Alentejo, com aquele cheiro tão característico, aquelas cores, aquele vagar.

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